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Tráfico de animais contribui para extinção de espécies
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17/07/2014 11h28
Tráfico de animais contribui para extinção de espécies

via ANDA

O tráfico de animais silvestres é uma das principais ameaças à biodiversidade brasileira e pode provocar a extinção de diversas espécies a médio e longo prazo. No Brasil, as aves são os animais mais capturados e vendidos no mercado negro, segundo dados da organização não governamental WWF.

O comércio ocasiona desequilíbrios ecológicos e sofrimento aos animais. “Cada espécie tem uma função ecológica. Tirar uma espécie da vida livre abre uma lacuna, porque não haverá outra para desempenhar aquele papel”, afirmou a Coordenadora de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (Coabio/ICMBio), Rosana Subira.

Para combater o tráfico de aves, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave/ICMBio) implementa constantemente Planos de Ação (PANs). “Em muitos destes Planos, um dos principais problemas é justamente o tráfico. Por isso, ações estratégicas são pensadas e implementadas junto com os órgãos fiscalizadores das diferentes esferas (federal, estadual e municipal)”, explicou a médica-veterinária e analista ambiental do ICMBio, Patrícia Serafini.

As espécies mais visadas no tráfico de animais são os psitacídeos (papagaios e periquitos), passeriformes (passarinhos), dendrobatídeos (rãs venenosas e coloridas), primatas e lepitópteros (borboletas).

“Houve recentemente no Parque Nacional de Itajaí (SC) duas apreensões: uma de 800 borboletas e outra de 13 mil indivíduos. Ambos os casos foram enviados ao Centro Nacional de Pesquisa e Conservação do Cerrado e Caatinga (Cecat/ICMBio) para identificação das espécies”, disse Marília Marini, coordenadora-substituta de Planos de Ação do ICMBio (Copan/ICMBio).

Animais silvestres precisam de cuidados especiais

“O bem estar do animal silvestre não depende apenas do cuidado, carinho e boas intenções do comprador. Um animal silvestre criado como doméstico além de sofrer com a solidão, tem dificuldades para se reproduzir. Pode sofrer por ficar preso em espaço físico reduzido e comer alimentos inapropriados. Isso expõe as espécies a doenças que em seres humanos podem não ser tão graves, como a gripe, mas que para eles são fatais”, destacou a coordenadora de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (Coabio/ICMBio), Rosana Subira.

O tráfico de animais começa quando as espécies são retiradas da natureza e vendidas em feiras livres. Normalmente, o transporte é feito por meio de caminhões, ônibus interestaduais e até carros particulares, o que pode provocar estresse nos animais, principalmente nas aves, que em alguns casos arrancam as próprias penas.

“As aves passam a ter inúmeros problemas comportamentais e nutricionais e não contribuem para a manutenção da sua população de origem por terem perdido seu potencial reprodutivo ideal. Estamos falando do nosso maior patrimônio, no caso a biodiversidade, engaiolada e sem possibilidade de exercer seu potencial para a manutenção dos ecossistemas naturais”, comentou a analista ambiental do ICMBio, Patrícia Serafini.

Serafini também destacou que ter animais silvestres como animais domésticos é crime ambiental, segundo a Lei nº 9.605/98, que proíbe a utilização, perseguição, destruição e caça de animais silvestres. Para os infratores, a lei prevê prisão de seis meses a um ano, além de multa. “Se a população não comprasse animais silvestres, o tráfico não existiria. É preciso que todos se conscientizem que a nossa biodiversidade é o maior e mais exclusivo patrimônio que possuímos”, finalizou.

Não compre animais silvestres. Denuncie

Para denunciar o tráfico de animais silvestres, entre em contato com a Linha Verde do Ibama, pelo número 0800-618-080 ou pelo email:  linhaverde.sede@ibama.gov.br.

Fonte: Portal Brasil

Manter animais silvestres aprisionados e caçá-los é considerado crime ambiental somente se o tutor não tiver licença ou se o ato for realizado de forma irregular. Apesar de pessoas serem multadas diariamente por “posse” ilegal de aves, esses animais também são vendidos, de maneira legalizada, normalmente em pet shops, dentro de gaiolas onde permanecem por toda sua vida.

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